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Friday, June 11, 2010

Empresas estão comprometidas em preservar os problemas iniciais que as criaram

Minha experiência tem mostrado que, na grande maioria dos casos, as empresas que foram fundadas para solucionar um determinado problema, continua comprometida em preservar e perpetuar o problema que as originou.

Por exemplo, uma empresa de aluguel de carros surgiu da necessidade de solucionar um problema de transporte, contudo, esta empresa continua comprometida em solucionar o problema de transporte "com carros". Ela não busca encontrar novas maneiras de solucionar o problema de transporte, apenas se aproveita de uma contínua demanda para manter o modelo do negócio.

É esta limitante que faz com que muitas empresas não estejam preparadas para mudar quando seu produto/ serviço não é mais necessário ou se tornou obsoleto.

Gosto de dizer às pessoas que me consultam que: em algum lugar, conciente ou inconcientemente, alguém está neste exato momento desenvolvendo algo que irá tornar sua empresa/ produto obsoleto... Por este motivo, pense na sua empresa/ produto/ serviço e analise se ela se encaixa no modelo acima. Se sim, questione o compromisso de preservar os problemas que a originaram e analise de que outras maneiras pode solucionar o problema. É assim que se inova e se identificam novas tendências.

No pior dos casos, você pode concluir que estes problemas ainda tem um potencial enorme de desenvolvimento e não fazer simplesmente nada a respeito...

Thursday, June 10, 2010

Acabaram com a graça de viajar de avião

Escrevo este texto (Segunda-feira, 07/06/10) enquanto espero por mais uma conexão do meu vôo entre Los Angeles – Califórnia a São Paulo - SP.

Sentado aqui no saguão do aeroporto de Salvador, depois de ter partido de Los Angeles, fazendo escala em Miami no dia anterior, fico pensando em como conseguiram tirar a graça de se viajar de avião.

Para quem teve o privilégio de viver a era áurea da aviação comercial, apenas uns dez anos atrás, deve se lembrar que o prazer de viajar tinha início na recepção amável dos atendentes das companhias aéreas, já no checkin, e se estendia até a comida servida a bordo (não vou exagerar dizendo que era boa, mas pelo menos não era ruim), culminando na chegada pontual ao destino, fica assombrado em como pudemos retroceder tanto em serviço, presteza, gentileza e qualidade em tão poucos anos. É claro que o volume de pessoas e destinos hoje é muito maior o que acarreta uma logística muito complicada, mas, é para isso que existe a tecnologia, os sistemas, as pessoas capacitadas...

6:45 horas: Faço um parêntese aqui pois, acabei de ser informado pelo alto falante de que meu vôo vai atrasar 3 horas, além de mudar de avião e de companhia aérea, o que não estava previsto, fazendo com que eu perca a próxima conexão para São Paulo...

9:09 horas: Volto a escrever após ter de passar por todo um processo de negociação da minha passagem e, para não estender a história, consegui um vôo direto para Guarulhos – SP. Coitadas das pessoas menos acostumadas a viajar que, por não negociar, vão passar umas 7 horas a mais viajando.

Para finalizar meu relato volto a questionar: o que aconteceu?

Sem dúvida o acontecido no dia 11 de Setembro deu origem a um nervosismo exagerado, boa parte decorrente de uma falta total de compreensão da situação naquele momento e por isso, de tomada de decisões inconsistentes.

É fato que, muitas das decisões, foram apenas para mostrar que algo estava sendo feito o que acarretou na implantação de todo um aparato que hoje é praticamente impossível de desmontar (empregos, interesses próprios, ganância por parte de quem fornece produtos e serviços, etc) e, por mais ridículo que possa parecer ter de sujeitar as pessoas por todos os transtornos possíveis para se embarcar (passar por máquinas de raios-X, tirar o sapato, cinto, até o agasalho junto com tudo o que tem nos bolsos) não há o que fazer e, muito menos, o direito de reclamar (neste caso você será preso por desacato).

O que aconteceu? A falta de opção de quem viaja hoje em dia, atrelada a ignorância das autoridades em analisar e lidar com o problema e o medo de desmontar o aparato implantado, sujeita às pessoas a uma condição estúpida de serventia a um sistema ineficiente que, no mínimo, por não fazer sentido, deveria ser repensado... Enquanto isso não acontece, escrevo revoltado esperando meu próximo vôo, previsto para sair daqui a 2 horas...

9:45 horas: Acabaram de avisar que o vôo vai atrasar e me di conta de que o problema (meu) foi analisado apenas por um ângulo, o técnico e logístico... Esqueci completamente que estou em transito no aeroporto de Salvador – Bahia... Talvez, neste caso, não haja problema algum, pois, aqui, tudo acontece muiiiito devagar.